Site Vix – Pé diabético: 12 sinais + como evitar quadro causado por alto nível de açúcar no sangue

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Pé diabético: 12 sinais + como evitar quadro causado por alto nível de açúcar no sangue

Entender quais são os cuidados com pé diabético é essencial para evitar essa complicação, que, se não for controlada, pode levar a úlceras e até mesmo a perda dos membros inferiores em pessoas que possuem diabetes.

A seguir, entenda tudo sobre o problema.

O que é pé diabético

De acordo com a endocrinologista Rosália Padovani, pé diabético é uma complicação do diabetes caracterizada pela presença de lesões infecciosas nos pés. Essas feridas decorrem de alterações do sistema vascular, neurológico e ortopédico causadas pela doença.

Se não houver os cuidados necessários, as feridas criadas nos pés se transformam em úlceras que podem levar à amputação dos membros inferiores, infecção generalizada ou septicemia.

Por que diabetes prejudica os pés?

Diabetes mellitus é doença que resulta em altos níveis de glicose no corpo, ou seja, açúcar no sangue. Com isso, o sistema imunológico fica frágil e facilmente exposto a infecções e doenças.

O problema ainda causa modificações nos vasos sanguíneos que comprometem a circulação – especialmente nas extremidades do corpo, como os pés -, ao mesmo tempo em que dificultam a chegada de oxigênio em determinada região, piorando a cicatrização.

O excesso de açúcar no sangue também pode causar alterações nos nervos que comprometem o tato e a sensibilidade dos pacientes, fazendo com que as lesões não sejam facilmente notadas.

Ocorre em qualquer tipo de diabetes?

A médica Rosália Padovani explica que o problema acomete diferentes tipos de diabetes, tanto o tipo 1, quanto o tipo 2 e o gestacional.

É preciso machucar os pés para ter o problema?

O aumento da glicemia diminui a sensibilidade natural dos pés e dificulta que sejam notadas lesões feitas externamente – como ao retirar a cutícula ou usar sapatos inadequados – e internamente – em decorrência de pressão inadequada, calos ou ferimentos resultantes da dificuldade em distribuir o peso corporal por conta da falta de tato.

Além disso, o diabético pode apresentar deformidades em articulações e ossos e fraqueza muscular, o que também colabora com o aparecimento de lesões.

Causas

O diabetes descontrolado é o principal fator de risco para o problema. “Os níveis glicêmicos cronicamente elevados predispõem ao aparecimento das alterações que levam ao pé diabético. No entanto, a complicação também pode ocorrer em pacientes com a glicemia controlada”, explica a endocrinologista.

Ainda há outros fatores de risco que aumentam a chance de o diabético desenvolver o problema, tais como:

  • Idade avançada e tempo de duração da diabetes maior que dez anos;
  • Sexo masculino;
  • Pessoas solitárias e que não têm laços sociais;
  • Tabagismo e alcoolismo;
  • Sedentarismo;
  • Dislipidemia (elevados níveis de gordura, como colesterol e triglicérides);
  • Falta de cuidados com os pés;
  • Uso de calçado inadequado;

Sintomas

Os sinais perigosos que surgem nos pés e indicam o quadro são:

  • Formigamento
  • Dor e queimação
  • Pés avermelhados ou arroxeados
  • Pele seca e descamada
  • Pé frequentemente gelado
  • Cãibras
  • Cansaço nas pernas
  • Feridas
  • Necrose
  • Perda de sensibilidade

Diagnóstico

A determinação do quadro é feita por meio da investigação da história clínica do paciente e de exames físicos que avaliam pontos como sensibilidade, pulsos arteriais, coloração e temperatura da pele.

Ainda pode ser necessário realizar testes que medem grau de prejuízo vascular dos vasos sanguíneos dos membros inferiores.

Complicações

Se as feridas não forem tratadas adequadamente, podem virar úlceras que colocam em risco a saúde do paciente.

Somadas à baixa imunidade e às alterações vasculares típicas de diabetes, essas úlceras podem ser um abrigo de micro-organismos que levarão a lesões profundas e extensas, o que prejudica os ossos e pode levar à septicemia, quadro extremamente grave.

Na tentativa de controlar a infecção, pode ser necessário amputar os membros inferiores.

Tem cura?

As feridas podem ser curadas com o tratamento adequado, mas o pé diabético, que está relacionado à alteração de sensibilidade, não tem cura. No entanto, o problema pode ser controlado para que sejam evitadas novas feridas.

Tratamento

Qualquer sinal de ferida nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar a evolução do problema. Caso a neuropatia já esteja instalada, são necessários tratamentos médicos individualizados segundo o caso em questão.

Se surgirem infecções, são prescritos antibióticos específicos. Já em caso de necrose, é necessário recorrer a procedimentos cirúrgicos.

Caso o paciente apresente doença arterial obstrutiva, pode ser necessária cirurgia de revascularização para corrigir o fluxo de sangue.

Há casos em que se faz uso da câmara hiperbárica – compartimento com alta concentração de oxigênio que visa combater infecções.

Por fim, pode ocorrer a amputação por necrose do membro, que é substituído por próteses.

Como prevenir?

A especialista na saúde dos pés Luzia Costa, criadora da Cuticularia Beryllos, ensina alguns cuidados necessários para evitar o pé diabético:

  • Cuidar das unhas uma vez por semana com especialistas que não retirem as cutículas, como podólogos;
  • Inspecionar os pés todos os dias e procurar um médico se notar formigamento, dor, queimação, inflamações, vermelhidão, arroxeamento, frieza, perda de sensibilidade, pele seca descamada, feridas que não saram e necrose;
  • Usar sapatos especiais para diabéticos e evitar salto alto e sapatos com bico fino;
  • Lavar os pés diariamente com água morna e sabonete de glicerina e secá-los bem;
  • Evitar tabagismo, pressão alta, sedentarismo, dislipidemia e alcoolismo.

Apesar de todos os cuidados, o mais importante é manter os valores de glicemia bem controlados, visto que o aumento das taxas eleva drasticamente a chance de complicações.

Cuidados com diabéticos

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Fonte: https://www.vix.com/pt/saude/546835/pe-diabetico-9-sinais-como-prevenir-quadro-causado-por-alto-nivel-de-acucar-no-sangue

Conheça mais as especialidades da Dra. Rosália Padovani

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